Semmy Schilt e o problema do homem de dois metros
Quatro títulos de Grand Prix vieram de um lutador cuja principal arma era um chute frontal, o que nos diz algo desconfortável sobre o quanto o alcance importa sob as regras do K-1.
Semmy Schilt venceu o K-1 World Grand Prix quatro vezes, mais do que qualquer outro. Ele fez isso com aproximadamente dois metros de altura, e o fez principalmente com um teep no corpo e um joelhada — um arsenal técnico que, no papel, parece fino ao lado do de Hoost ou Petrosyan.
A explicação está no conjunto de regras. O K-1 quebra o clinch quase imediatamente, o que remove a resposta padrão para um oponente muito mais alto: entrar na distância interna, segurar e trabalhar ali. Um lutador mais baixo sob as regras do K-1 precisa cruzar a distância repetidamente e depois ser empurrado para fora novamente, e o chute frontal de Schilt tornava cruzar essa distância caro a cada única vez.
Seu reinado é, portanto, um argumento sobre as regras tanto quanto sobre o atletismo. Sob as regras do Muay Thai, onde o clinch é legal e um lutador mais baixo pode se agarrar e permanecer agarrado, a mesma vantagem física vale consideravelmente menos. O histórico de Schilt contra a elite em um código de clinch completo provavelmente seria diferente — e isso não é uma crítica a ele, mas à suposição de que o domínio de um campeão é portátil entre diferentes códigos.
Ele é o caso mais claro no site de um lutador cuja grandeza é inseparável do livro de regras sob o qual lutou.