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WAKO, o código amador e a questão olímpica

A organização com, de longe, o maior número de participantes é aquela que a maioria dos fãs não conseguiria citar, e é a única vertente do kickboxing com uma rota plausível para o programa olímpico.

A World Association of Kickboxing Organizations foi fundada na década de 1970 e hoje gerencia a maior estrutura amadora do esporte, com federações nacionais, categorias por idade e um ciclo de campeonatos mundiais. A maioria das pessoas que competem em kickboxing em qualquer lugar do mundo o faz sob as regras da WAKO, não as do K-1.

A escolha de design da WAKO foi manter múltiplas disciplinas em vez de escolher apenas uma. O point-fighting é semi-contato e é interrompido após cada troca. O light contact flui continuamente, com a potência contida. O kick-light e o full contact são apenas acima da cintura, na linhagem americana. O low kick adiciona chutes na perna. As regras do K-1 adicionam joelhadas e um clinch breve. Uma única equipe nacional pode inscrever competidores em todas elas, e são esportes genuinamente diferentes.

É essa amplitude que faz da WAKO a única via olímpica realista para o esporte. Ela recebeu reconhecimento do COI e passou pelo processo de reconhecimento provisório, que exige exatamente o que as promoções profissionais não possuem: conformidade antidoping, uma estrutura de federação global e um sistema de pontuação que resiste ao escrutínio externo.

A tensão é óbvia. A versão do kickboxing mais provável de chegar às Olimpíadas é a versão amadora, de pontuação por pontos, com equipamento de proteção — que é a versão que quase nenhum fã profissional assiste.