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A rodada de pads holandesa não é trabalho de condicionamento

Parece uma sessão de fitness e não é. O objetivo é eliminar o ponto de decisão no meio de uma combinação.

Rodadas longas, ritmo implacável, sem descanso entre as combinações. É fácil concluir que o método holandês de pads é um exercício de condicionamento disfarçado de trabalho técnico. É o contrário.

O objetivo é a automatização. Um lutador que precisa decidir, no meio de uma combinação, se o chute baixo virá, ou telegrafará o movimento ou o pulará. Um lutador que lançou a mesma sequência dez mil vezes executa tudo como uma única ação. Esse é o objetivo do design, e cada outra característica do método serve a esse propósito: a duração das rodadas, a recusa em permitir que o lutador se reorganize entre os elementos, as correções guardadas até o final da rodada.

O segurador faz metade do trabalho, e essa é a parte que a maioria das academias erra. Um segurador de pads holandeses se move, contra-ataca após a combinação e pune uma mão caída com um golpe leve na cabeça. Esse contra-ataque é o mecanismo que mantém a defesa atrelada ao ataque — o lutador aprende que o último soco de uma sequência deve ser seguido pelo retorno à guarda, porque algo volta toda vez. Segurar pads de forma estática produz lutadores que admiram suas próprias combinações, e isso é visível imediatamente no ringue.

O que o método pressupõe é um regulamento com chutes nas pernas permitidos e um clinch que é quebrado. Copie isso para um acampamento de Muay Thai e você estará treinando combinações que terminam em distância aberta em um código onde o clinch é onde a rodada é ganha.

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