O low kick: o que faz doer e o que faz errar
A técnica que define o kickboxing holandês é mecanicamente simples e quase sempre ensinada de forma errada — como um movimento de perna, e não de rotação.
- Level
- Beginner
- Duration
- 30 min
É uma rotação, não um chute
O erro comum é pensar no low kick como um balanço de perna. Não é. A potência vem de girar o corpo inteiro em torno da perna de apoio — quadril, tronco e ombro girando juntos — com a perna de chute viajando como consequência dessa rotação, e não como sua causa. Se a perna chegar antes do quadril, o chute não terá peso por trás, não importa quão rápido pareça.
Canela, não pé
A superfície de contato é a parte inferior da canela, aproximadamente uma largura de mão acima do tornozelo, e nunca o dorso do pé. O dorso do pé se quebra. Aponte através do alvo, não para ele: o chute deve estar em sua velocidade máxima ao passar pelo ponto onde a perna está, o que significa mirar em um ponto do lado oposto da coxa do oponente. Parar o chute no contato remove a maior parte de seu efeito.
Onde aterrissa e por quê
Na parte externa da coxa, na região do nervo peroneal no quadríceps lateral, é o alvo clássico — produz o efeito de perna morta que encerra lutas por acumulação. A parte interna da coxa está disponível quando a postura do oponente está aberta, e é mais difícil de bloquear. Nenhum funciona contra uma perna que não está carregando peso, é por isso que o chute pertence ao final de uma combinação de mãos que tenha comprometido o peso do oponente para frente.
Por que erra
Três causas cobrem quase tudo. Lançá-lo a frio, de modo que o oponente veja o início. Lançá-lo contra uma perna que já foi levantada, de modo que atinja uma canela elevada e machuque o chutador. E quadrar a postura antes de lançar, o que telegrafa a rotação. A correção para os três é a mesma: anexar o chute a uma sequência de mãos para que ele seja lançado a partir de uma rotação para a qual o oponente já tenha tido que reagitar.